segunda-feira, 11 de abril de 2016

PRD -- Pre-Race Depression



Ano passado foi o ano da "primeira vez". Foi meu primeiro Triathlon Olimpico (Rio Triathlon) em março. Meu primeiro Triathlon Half Iron (TH3 Caiobá) em abril. Minha primeira Maratona (Rio) em julho. E finalizando com o meu primeiro e inesquecível Full Ironman (Barcelona) em outubro.

Sigo dentro do meu planejamento com um calendário mais enxuto em termos de competições e me aproximo da minha primeira prova importante do ano. Como serão menos provas esse ano, individualmente, as provas acabam ganhando mais importância relativa. Estou a pouco mais de 1 semana do Triathlon Half Iron de TH3 Caiobá e o que sinto é que as ansiedades passam a ser bem diferentes.

No ano passado, a grande ansiedade no ano passado era saber ser eu era o capaz de terminar provas longas. Eram dúvidas sobre a própria capacidade de endurance, assim como a funcionalidade dos equipamentos e a eficiência da nutrição e hidratação nesses eventos. Nesse ano, é tudo diferente, já há uma referência para tudo na minha cabeça e no meu corpo. Como no caso do Meio Iron de Caiobá e a Maratona do Rio, são provas teoricamente idênticas que serão feitas novamente. E aí o desafio é melhorar. E a medida que mais resume tudo é o tempo. Ou seja, esse ano, meu objetivo é fazer essas provas mais rápido que no ano passado. Nada de anormal, muito pelo contrário, super normal esse tipo de objetivo.

Mas sabe como é a cabeça né.....ela viaja...

Nesse momento, na segunda semana anterior a prova é quando os treinos estão no pico. E nesse ano, os treinos não estão focados no endurance, mas fortemente direcionados para o aumento da performance. Mais velocidade em tudo!!! Nadar mais rápido, pedalar mais rápido e correr beeemm mais rápido. A cabeça e o corpo já estão cansados. A performance nos treinos já começa a cair. As dores começam a surgir. E o nosso pior inimigo, nós mesmos (!!!) começa a achar que as metas de tempo foram agressivas demais e que a performance não será tão boa.

Chega a ser ridículo, mas é verdade. Cabeça e corpo cansados são cruéis. Junte-se a isso que quando se está muito cansado, fica difícil até descansar, os tempos de sono profundo diminuem assim como o batimento em repouso aumenta. Ou seja, para se descansar a mesma coisa, precisa-se de mais tempo. E arranjar mais tempo é sempre complicado na vida de um atleta amador.