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| "Taiki" ou "Grande Brilho" |
Há praticamente 3 anos, tenho buscado desafios esportivos cada vez mais duros. Com isso, obviamente, o volume de dedicação vem num crescente. Com isso o gerenciamento de tempo entre minhas atividades profissionais, familiares e sociais começava a se tornar uma tarefa estressante. Muitas vezes já não estava mais curtindo os treinos. Durante a semana, acordar 10 minutos depois do alarme já bagunçava o meu planejamento. E nos finais de semanas, os treinos, incluindo o pré e pós-treinos, podia durar até umas 7-8 horas, isso com treinos no sábado e domingo. Raramente, tinha algum dia de descanso. Os treinos eram de domingo a domingo.
Normalmente, sozinho. O treino solitário acaba sendo mais eficiente em termos de consumo de tempo. Pois não há a necessidade de conciliar agendas ou ritmos de treino. Além do mais, provas de endurance, são provas muito solitárias que dependem de uma energia interna muito própria.
Muitas vezes me perguntaram quanto tempo "gasto" para me dedicar ao esporte. Se vc for contabilizar apenas os tempos dos treinos propriamente ditos, seriam algo como 90 minutos por dia durante a semana, e, na média, umas 3 a 5 horas de treino no sábado e domingo.
Adicione-se a isso a necessidade de alongamento no pós-treino, assim como fazer fisioterapia semanalmente para tratar das pequenas lesões antes que possam virar um problema mais grave. E de tempos em tempos, ainda rola umas idas ao osteopata, pois a sobrecarga sobre a nossa coluna, acaba sendo muito grande e sempre aparece uma dorzinha. Isso sem contar com as sessões de bolsa de gelo e/ou água quente que me acompanham no carro, no trabalho, ou em algum outro lugar.
Adicione-se ainda os tempos de locomoção para as áreas de treinos no final de semana que nem sempre é perto de casa e muitas vezes é fora da cidade.
Adicione-se a isso a necessidade de alongamento no pós-treino, assim como fazer fisioterapia semanalmente para tratar das pequenas lesões antes que possam virar um problema mais grave. E de tempos em tempos, ainda rola umas idas ao osteopata, pois a sobrecarga sobre a nossa coluna, acaba sendo muito grande e sempre aparece uma dorzinha. Isso sem contar com as sessões de bolsa de gelo e/ou água quente que me acompanham no carro, no trabalho, ou em algum outro lugar.
Adicione-se ainda os tempos de locomoção para as áreas de treinos no final de semana que nem sempre é perto de casa e muitas vezes é fora da cidade.
Só que o treinamento esportivo vai muito além do que o tempo nadando, pedalando, correndo ou fazendo exercícios de fortalecimento. É preciso dormir no mínimo 7 horas (o ideal seria em torno de 8h, mas raramente, conseguia, pois a minha média antes era de pouco mais de 5 horas). É preciso se alimentar com horário regular e um mínimo de nutrientes. Eu comia uma 7 vezes ao dia, sendo 2 refeições completas no almoço e jantar. O almoço sempre na rua, mas o meu jantar normalmente sou eu quem faço. E deveria ter uma quantidade mínima de carboidratos e de proteínas. E se eu deixasse de seguir, o preço vinha com uma má execução do treino ou um cansaço acima do normal ou até uma doença. Fora a quantidade de líquidos e sais que eu deveria ingerir ao longo do dia.
Descrevendo assim, essa rotina por si só parece estressante. Mas acaba sendo um modo de vida, onde tudo acaba acontecendo de uma forma natural e prazerosa.
Não quero abandonar esse "modo de vida". Gosto disso, me sinto bem, hoje com 46 anos sou mais saudável do que há 5 anos atrás. Mas quero reduzir o volume de treinos. Não quero perder o prazer pelo esporte, ou melhor, por esse modo de vida.
Nessa nova temporada, de 2016, vou me inscrever em menos competições. Vou me dedicar mais ao desenvolvimento da técnica. Serão menos provas e mais treinos. Especialmente na corrida. É onde acho que consigo tirar o maior ganho de performance. Sou leve e tenho uma endurance razoavelmente bem desenvolvida. Preciso melhorar muito na técnica e na crença de que posso correr mais rápido.
Nessa nova temporada, de 2016, vou me inscrever em menos competições. Vou me dedicar mais ao desenvolvimento da técnica. Serão menos provas e mais treinos. Especialmente na corrida. É onde acho que consigo tirar o maior ganho de performance. Sou leve e tenho uma endurance razoavelmente bem desenvolvida. Preciso melhorar muito na técnica e na crença de que posso correr mais rápido.

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